Uso de tecnologias digitais na avaliação formativa

Ajude os(as) seus(suas) alunos(as) a aprender melhor

Porquê a avaliação formativa?

Avaliar a aprendizagem dos(das) alunos(as) pode parecer uma tarefa adicional dissociada da aprendizagem. No entanto, a avaliação durante a aprendizagem pode ajudá-lo(a) a adaptar o seu ensino e a orientar os(as) alunos(as) na sua aprendizagem. Clique nos títulos abaixo para saber mais.

Para Dylan Wiliam (em inglês), a avaliação é uma componente fundamental de um ensino eficaz. Só através da avaliação é possível descobrir se os(as) alunos(as) realmente aprendem o que desejamos que aprendam. No entanto, se os(as) alunos(as) só forem avaliados no final de uma unidade ou bloco de aprendizagem, os(as) professores(as) perdem a oportunidade de adaptar o ensino para melhorar os resultados da aprendizagem. A avaliação formativa (AF) consiste em fazer aos(às) alunos(as) as perguntas certas para reunir dados sobre o seu progresso. A AF pode ajudar a obter informações importantes sobre a aprendizagem dos(as) aluno(as)s de modo a ajudá-lo(a) a decidir o que fazer a seguir. Este artigo aborda mais aprofundadamente a questão de fazer as perguntas certas.

Avaliar os(as) alunos(as) formativamente é adaptar o seu ensino de modo a apoiar o progresso na sua aprendizagem. Em última análise, pode ajudá-lo a melhorar o seu ensino.

Uma vantagem da avaliação formativa é que cria a oportunidade de reunir dados sobre a aprendizagem junto de todos(as) e não apenas dos(as) alunos(as) mais expressivos. Pode ouvir o que todos(as) têm a dizer sem que ninguém se preocupe em cometer erros diante dos(as) colegas. O ensino pode, assim, tornar-se mais inclusivo. You can hear from everyone without having them worry about making mistakes in front of their peers. This can make teaching more inclusive.

O feedback que responde às perguntas “Para onde vou? Como vou? Para onde vou a seguir?” é um dos fatores que têm maior impacto na aprendizagem, de acordo com a análise de John Hattie (em inglês) das conclusões de estudos de muitos anos sobre o ensino e a aprendizagem. A avaliação formativa melhora a identificação das necessidades de aprendizagem de cada aluno(a) e, assim, pode permitir que os(as) professores(as) dêem feedback individual ao(à) aluno(a).

Na avaliação formativa, o(a) professor(a) faz perguntas para compreender o que os(as) alunos(as) pensam, em vez de procurar obter uma “resposta certa”, da partes dos(as) mesmos(as). Deste modo, os(as) alunos(as) sentem que se preocupa com o que pensam. Assim, a avaliação formativa tem o potencial de melhorar as relações com os(as) alunos(as).

As atividades de avaliação podem ser concebidas para promover a autonomia do(a) aluno(a). Tal não acontece automaticamente ao iniciar a avaliação formativa. Com o tempo, no entanto, os(as) alunos(as) tornar-se-ão cada vez mais autónomos(as) à medida que se habituam a definir os seus próprios objetivos de aprendizagem e avaliam a sua própria aprendizagem e a dos(as) colegas. A autonomia é mais eficaz numa cultura da sala de aula em que os(as) alunos(as) se sentem seguros(as) a cometer erros e a prestar feedback construtivo uns(umas) aos(às) outros(as) e, inclusivamente, ao(à) professor(a). 

A avaliação formativa pode ajudá-lo(a) a conceber atividades que desenvolvam competências como o pensamento crítico, aprender a aprender, colaboração e criatividade. Pode, por exemplo, planear atividades baseadas em projetos em que os alunos trabalham ativamente em equipas ou de forma individual. Essas atividades permitem que os(as) alunos(as) reflitam sobre os seus conhecimentos, bem como sobre a sua capacidade para aplicá-los num contexto específico.

As práticas de avaliação formativa podem aumentar os ganhos de aprendizagem. Prestar feedback ou pedir aos(às) alunos(às) que verifiquem se entenderam os conteúdos de aprendizagem (por exemplo, através de testes ou projetos) ajuda-os(as) a refletir mais sobre a sua própria aprendizagem, por exemplo, o que já sabem ou como aprendem melhor. Assumir a responsabilidade pela sua própria aprendizagem pode ajudá-los(as) a prepararem-se melhor para os exames e as tarefas que exigem uma escala classificativa quantitativa (ou seja, sumativas). Trata-se também de uma competência para a vida.

O que é avaliação formativa digital?

A avaliação formativa utiliza informações sobre a compreensão e o progresso da aprendizagem dos(as) alunos(as) para tomar decisões: no caso dos(as) professores(as) sobre o ensino e, no caso dos(as) alunos(as) sobre a aprendizagem. O objetivo é que recolha informações que os(as) ajudem a tomar decisões sobre como adaptar o ensino de acordo com as necessidades de aprendizagem dos(as) alunos(as). O objetivo não é simplesmente acompanhar o progresso ou verificar se os(as) alunos(as) aprenderam. A avaliação é formativa apenas se o professor ou os(as) alunos(as) agirem de acordo com as informações obtidas na avaliação, por exemplo, adaptando a planificação da próxima aula. A avaliação formativa digital (AFD) é simplesmente qualquer atividade de avaliação formativa que é enriquecida e assistida por ferramentas digitais. 

 

Alguns exemplos de avaliação formativa

Os(as) professores(as) utilizam por rotina, talvez inconscientemente, a avaliação formativa, através da observação de evidências de aprendizagem (ou de não aprendizagem) e, em seguida, utilizam-nos para planificar ou ajustara sua próxima aula. Assim sendo, qual dos exemplos seguintes não é um exemplo de avaliação formativa?

Uma professora de ciências inicia uma discussão na sala de aula sobre fontes de energia renováveis e não renováveis. Pede aos(às) alunos(as) que publiquem os seus exemplos e argumentos numa ferramenta de votação em linha (online) na sala de aula e verifica o que eles publicaram. Nota que alguns(algumas) alunos(as) confundem fontes de energia renováveis com fontes de energia não renováveis. Decide pôr os(as) alunos(as) a trabalhar em grupos. Junta os(as) alunos(as) que precisam de esclarecimentos e pede-lhes que acedam à sua plataforma de gestão da aprendizagem para ler o feedback sobre a discussão anterior e as instruções sobre a tarefa seguinte: os(as) alunos(as) procuram então recursos sobre energia, reunindo-os num documento colaborativo em linha. Os outros grupos, nos quais os(as) alunos(as) têm um entendimento claro dos conceitos, elaboram uma apresentação de cartazes para explicar as fontes de energia. O(a) professor(a) acompanha as discussões nos diferentes grupos, deslocando-se entre os grupos para ajudar sempre que necessário. 

A próxima aula, a cargo de um(a) professor(a) de história, é sobre a revolução industrial. Ele(ela) decide experimentar uma abordagem de aprendizagem ativa, envolvendo os(as) alunos(as) em trabalho de grupo. Pede a cada grupo que pesquise os recursos partilhados pelo professor e produza um resumo sobre um aspeto da revolução industrial. Em seguida, os grupos trocam apontamentos e analisam o trabalho uns dos outros. O(a) professor(a) administra um teste em linha para que os(as) alunos(as) possam analisar os seus conhecimentos e a sua compreensão. O(a) professor(a) passa então à tarefa seguinte como tinha planeado inicialmente.

Um(a) professor(a) de TIC e um(a) professor(a) de História desejam planear em conjunto uma aula sobre literacia mediática digital. Para melhor aferir o conhecimento prévio dos(as) alunos(as), definem como trabalho de casa a leitura de três notícias para que os(as) alunos(as) expliquem se se baseiam em factos e por que razão chegaram a essa conclusão. Muitos(as) alunos(as) conseguem identificar corretamente que dois dos artigos não se baseiam em factos, mas quase ninguém consegue explicar porquê. Deste modo, os(as) professores(as) planeiam uma aula para ensinar como se verifica a fonte de informação e sobre sítios web de verificação de factos.

Nos exemplos 1 e 3, os(as) professores(as) elaboraram a sua aula com base nas informações que recolheram junto dos(as) alunos(as). Realizaram uma avaliação formativa com base nas respostas dos(as) alunos(as). No exemplo 1, o(a) professo(a) pode tomar uma decisão rápida, identificando os conteúdosnos quais os(as) alunos(as) tiveram mais dificuldades. No exemplo 3, a tarefa permitiu que os(as) professores(as) reunissem dados sobre o nível de conhecimento dos(as) alunos(as), que utilizaram como base para a planificaçãp da aula seguinte. 

No exemplo 2, todavia, o(a) professor(a) não utilizou a informação do teste em linha para adaptar o seu ensino. Embora o referido teste tenha ajudado os(as) alunos(as) a refletir sobre o que aprenderam e a corrigir os seus erros, o(a) professor(a) deu continuidade às atividades inicialmente planeadas.

Uma nova relação

A implementação eficaz da avaliação formativa digital pode muito bem mudar o seu repertório de ensino e a sua relação com os(as) alunos(as). Sente-se confortável a ouvir o feedback dos(as) alunos(as) sobre como gostariam de aprender ou como gostariam que os ensinasse? O feedback recebido pode ajudar os(as) alunos(as) a começar a refletir sobre como a forma como aprendem melhor: sozinhos e/ou em grupo, utilizando ferramentas digitais ou por outros processos? Modificar o ensino para que responda às necessidades e interesses dos(as) diferentes alunos(as) pode incluir, por exemplo, mais trabalho em grupo ou tarefas nas quais os(as) alunos(as) trabalham de forma independente, além de menos tempo passado a falar a toda a turma. O que acha dessa ideia? Gostaria de alterar o seu próprio papel? 

©stockbusters - stock.adobe.com

Avaliação sumativa e formativa – uma comparação

Mesmo que torne a avaliação formativa num elemento mais importante do seu ensino, a avaliação sumativa continua a ser importante. Este vídeo mostra como os(as) professores(as) e os(as) especialistas consideram que se complementam mutuamente.

A finalidade da avaliação sumativa é verificar se os(as) alunos(as) estão a atingir os objetivos de aprendizagem. A avaliação formativa é uma forma de identificar os aspetos em que os(as) alunos(as) estão a ter dificuldades e decidir o que pode ser feito a seguir para ajudar o(a) aluno(a) a melhorar e a atingir, assim, o objetivo. 

A avaliação sumativa normalmente dá aos(às) alunos(as) uma ideia do desempenho que tiveram em relação ao objetivo de aprendizagem e/ou aos(às) seus(suas) colegas de turma. O feedback formativo, por outro lado, incide sobre a identificação de lacunas entre o desempenho atual e o objetivo de aprendizagem e em ajudar subsequentemente os(as) alunos(as) a decidir como podem colmatar essa lacuna.

Em geral, o objetivo da avaliação formativa não é atribuir uma classificação, embora possam por vezes ser utilizados testes com uma classificação quantitativa para fins formativos. O que torna uma avaliação formativa é o facto de o(a) professor(a) tomar decisões informadas para adaptar o seu ensino e prestar feedback que pode ajudar os(as) alunos(as). Um equívoco comum é a ideia de que a avaliação formativa significa necessariamente testes mais frequentes e sem classificação. A avaliação sumativa e a avaliação formativa são, pelo contrário, duas formas diferentes de fazer uso da informação sobre a aprendizagem.

Embora possa utilizar qualquer tipo de informação sobre a aprendizagem dos(as) alunos(as) para fins de avaliação formativa ou sumativa, alguns tipos de informação são mais adequados para a avaliação formativa. Estes incluem informação descritiva e narrativa, portefólios digitais e mapas conceptuais/mentais, perguntas de desenvolvimento e diálogos ou tarefas baseadas em questionários. 

O objetivo final da avaliação formativa consiste em envolver os(as) alunos(as) mais ativamente na sua aprendizagem. Para que tal aconteça, deve existir mais colaboração entre o(a) professor(a) e os(as) alunos(as) na definição das atividades de aprendizagem e avaliação.

Quando integra a avaliação formativa, adapta o ensino e a aprendizagem para responder às necessidades dos(as) alunos(as). Pode também perguntar aos(às) alunos(as) como gostam de aprender com vista à adaptação da sua abordagem geral. Deste modo, assume o papel adicional de aprendente.

Vantagens da avaliação formativa digital

As ferramentas digitais podem melhorar a avaliação formativa. Podem ser utilizadas para apoiar a aprendizagem autónoma, bem como a colaboração entre os(as) alunos(as) nas salas de aula e não só (por exemplo, através da aprendizagem móvel ou a distância). Os(as) alunos(as) podem participar na autoavaliação e na avaliação pelos pares em diferentes plataformas.  Alguns estudos sobre a sala de aula (nomeadamente, em inglês:  Bhagat & Spector, 2017; Faber, Luyten & Visscher, 2017; Wall et al. 2006) sugerem que a AFD pode ter um impacto positivo no aproveitamento dos(as) alunos(as) quando é planeada e aplicada com eficácia.

As ferramentas digitais podem facilitar o feedback de muitas formas. Por exemplo, os(as) alunos(as) podem beneficiar de feedback rápido e automático ao realizar um teste em linha. Em alternativa, pode pedir aos(às) alunos(as) que realizem um teste em linha antes da aula e, em seguida, avaliar a compreensão dos(as) alunos(as) sobre o conteúdo e preparar as atividades iniciais e o feedback para abordar as áreas em que possam precisar de trabalhar mais. Outra possibilidade é dar feedback não presencial, por exemplo, deixando comentários num documento colaborativo em linha ou num portefólio digital, publicando uma mensagem numa página de equipa, numa plataforma de gestão da aprendizagem ou enviando um vídeo/gravação de voz para alunos(as) individualmente. Numa plataforma em linha, os(as)alunos(as) podem encontrar feedback recebido anteriormente. Desta forma, não se perde o feedback e os(as) alunos(as) têm menos probabilidades de esquecer o que aprenderam.

Os painéis digitais visualizam os dados de uma forma intuitiva, permitem que identifique padrões e veja rapidamente em que áreas os(as) alunos(as) se deparam com dificuldades. Por exemplo, um(a) professor(a) de inglês pode observar que um(a) aluno(a) cometeu muitos erros nos “phrasal verbs”, mas que domina relativamente melhor o vocabulário. Olhando para a média da turma, o(a) professor(a)  pode ver que, de um modo geral, os(as) alunos(as) estão a ter mais dificuldade com expressões idiomáticas. Estes dados podem ajudar a tomar decisões rápidas sobre os pontos em que deve centrar a atenção durante a aula. 

As ferramentas digitais podem enriquecer o seu acervo de dados. Por exemplo, quando os(as) alunos(as) realizam tarefas num sistema de gestão da aprendizagem, o seu trabalho é registado e guardado num determinado local para que acompanhe o progresso feito ao longo do tempo. Além disso, os portefólios digitais podem proporcionar-lhe, bem como aos pais/encarregados de educação, uma compreensão mais profunda  do que os(as) alunos(as) realizaram e da sua maneira de pensar, ao longo do ano letivo. Por último, pode comparar os dados da sua sala de aula com os dados dos(as) seus(suas) colegas e trocar ideias sobre o modo de abordar as dificuldades.

A AFD pode promover uma aprendizagem autónoma porque permite o trabalho assíncrono, bem como a aprendizagem a distância ou mista. Os(as) alunos(as) podem continuar a colaborar em tarefas de grupo numa plataforma de comunicação fora do horário letivo. Podem definir objetivos de aprendizagem e realizar exercícios ao seu próprio ritmo. Criam-se, assim, oportunidades (e tempo) para prestar apoio personalizado e adaptar atividades futuras.

 

Como uma linguagem universal, as imagens podem contribuir para a aprendizagem de novos conceitos, desde a matemática à compreensão da leitura. Embora se possa usar caneta, papel e tesoura para criar representações de conceitos abstratos, as ferramentas digitais também podem facilitar a visualização. Por exemplo, os(as) alunos(as) podem aprender melhor visualizando as relações entre as ideias com ferramentas de criação de mapas conceptuais. Os(as) alunos(as) também podem compilar recursos e meios que criaram num portefólio digital. Em última análise, as ferramentas digitais proporcionam mais formas de os(as) alunos(as) e o(a) professor(a) criarem conteúdos e utilizarem diferentes meios para melhorar a aprendizagem. 

 

“Vivemos numa sociedade digital e é essencial que todos sejam ‘digitalmente competentes’ para aceder às novas oportunidades de aprender, trabalhar, criar e participar numa sociedade moldada pela tecnologia digital” (Quadro Europeu de Competência Digital). A AFD abre oportunidades para navegar no mundo digital. Os(as) alunos(as) familiarizam-se com as ferramentas de gestão de projetos quando utilizam programas e painéis de comunicação. Aprendem a procurar informações de maneira eficiente nas redes sociais e na internet e a aprender de forma autónoma. Podem ainda criar conteúdos digitais através de wikis e outras ferramentas de código aberto e desenvolver as suas competências de apresentação graças a aplicações de apresentação e criação de mapas conceptuais/mentais. Neste processo, podem tornar-se utilizadores mais críticos dos meios digitais.

 

Ferramentas e práticas de AFD

A AFD abrange uma ampla gama de práticas e ferramentas, como nos exemplos seguintes. Nesta entrevista, os(as) professores(as) descrevem as ferramentas que utilizam e como e quando as utilizam para recolher dados de aprendizagem que fundamentam o seu ensino.

Algunas herramientas digitales para la evaluación formativa

A continuación se presentan algunas herramientas digitales divididas en función del tipo de prácticas que permiten. El proyecto A@L recopiló ejemplos inspiradores denominados «escenarios de enseñanza» de estas diferentes prácticas.

Encuestas en línea y cuestionarios en el aula

Utiliza un sencillo cuestionario en línea para recabar con rapidez pruebas del aprendizaje del alumnado o pasa un cuestionario al alumnado para que dé a conocer sus ideas y opiniones (p. ej. Mentimeter), y luego utiliza esa información en la planificación de las clases. Aquí puedes ver un ejemplo de escenario.

Paneles de control, herramientas de supervisión y aprendizaje móvil

El alumnado aprende material nuevo o trabaja de forma activa en las tareas establecidas en una plataforma de aprendizaje. Se puede trabajar de manera individual o colaborativa (p. ej.  Khan Academy, Milage Learn+, LAMS, ClassDojo). Aquí puedes ver un ejemplo de escenario.

Portafolios electrónicos o diarios digitales

Los portafolios electrónicos y los diarios de aprendizaje permiten crear una gran colección de formas de aprendizaje y trabajo del alumnado.  Son un instrumento útil para que el profesorado entienda mejor el aprendizaje del alumnado y para que el alumnado reflexione de manera continuada sobre su propio aprendizaje (p. ej. KidBlog, OneNote, Mahara). Aquí puedes ver un ejemplo de escenario.

Aprendizaje móvil

El aprendizaje móvil permite al alumnado aprender «en cualquier momento y en cualquier lugar». El alumnado accede de forma sencilla a los recursos que tú le proporciones, se relaciona con sus compañeros y completa cuestionarios que ofrecen retroalimentación automática. Las aplicaciones de aprendizaje móvil se utilizan con frecuencia para las matemáticas, ya que ahí aprender de forma autónoma puede ser especialmente útil (p. ej., Math4Mobile, Milage+). Aquí puedes ver un ejemplo de escenario.

Plataformas de comunicación 

Los programas informáticos de comunicación pueden utilizarse para facilitar el trabajo en grupo y los debates de clase. El profesorado puede supervisar la actividad del alumnado y proporcionarle apoyo y retroalimentación (p. ej.  MS Teams). Aquí puedes ver un ejemplo de escenario.

Juegos digitales 

El alumnado puede hacer ejercicios dentro de videojuegos, que ofrezcan retroalimentación correctiva y se adapten a su nivel de conocimiento. El alumnado puede practicar de forma independiente, mientras que el profesorado ver los puntos en los que el alumnado tiene dificultades. El alumnado también permanece involucrado (p. ej. Argubot, ViLLE). Aquí puedes ver un ejemplo de escenario.

Mapas conceptuales

El mapa conceptual es una representación visual de conceptos y su relación entre ellos. Ayudan al alumnado a reflexionar sobre ideas abstractas y a recordarlas mejor. También te ofrecen una impresión sencilla pero completa de la comprensión del alumnado (p. ej.,  MindMeister, Lucidchart). Aquí puedes ver un ejemplo de escenario.

Programas informáticos colaborativos

El programa informático de colaboración permite a docentes y estudiantes guardar documentos en línea, y también hacer una lluvia de ideas y trabajar en el mismo contenido de forma simultánea y colaborativa. Al trabajar con el alumnado, y también con el profesorado de otras asignaturas, se construye de forma colectiva una rúbrica en línea para hacer un seguimiento del grado de cumplimiento de los criterios de calidad de los resultados de aprendizaje por parte del alumnado (p. ej.,  Google Docs, Padlet). Aquí puedes ver un ejemplo de escenario.

Prestar feedback

O feedback é uma componente essencial da avaliação formativa. Os(as) alunos(as) que recebem feedback sobre a sua aprendizagem e orientação sobre as etapas seguintes sabem o que fazer a seguir para melhorar. Em que consiste um bom feedback? Qual é a melhor forma de dar e receber feedback? 
Idealmente, o feedback presta orientações em relação às quais os(as) alunos(as) podem agir. O feedback é mais do que “Precisas de melhorar isto ou aquilo”; deve dar ao aluno uma ideia clara de como melhorar e do que deve fazer. 

Receber feedback – a voz do aluno

É importante definir regras para garantir um ambiente seguro na sala de aula para prestar feedback. Trata-se de uma parte fundamental do estabelecimento de uma cultura na sala de aula em que seja aceitável cometer erros e aprender uns com os outros. Pode apoiar ainda mais essa cultura, mostrando que valoriza as opiniões dos seus alunos e a sua experiência de aprendizagem. Oferecer aos(às) alunos(as) oportunidades de dar e responder ao feedback também os fará refletir mais sobre a sua aprendizagem e continuar no caminho que os leva a tornarem-se alunos(as) autónomos(as). 

Pode perguntar aos(às) alunos(as) como gostam de aprender, do que gostaram ou do que não gostaram na sua última aula. Está preparado para receber esse feedback sobre o seu ensino? Neste vídeo, os(as) alunos(as) explicam como gostam de aprender e o que, na sua opinião, faz um bom professor. 

Começar – Encontrar apoio

Tentar algo novo oferece oportunidades de aprendizagem profissional e de colaboração com os colegas. Se a AFD for uma prática completamente nova na sua escola, encete um diálogo com o(a)diretor(a) e colegas da escola, bem como com os pais/encarregados de educação, a fim de os envolver.

Não precisa de reinventar a roda. Pergunte aos(às) seus(suas) colegas se eles aplicam métodos de avaliação formativa. Que ferramentas educativas digitais utilizam? 
Pedimos a professores de vários países que partilhassem as suas práticas, as quais podem ser consultadas na galeria do conjunto de ferramentas.

Como diz a professora Arjana, comece simplesmente por consultar a galeria de cenários de ensino. Percorra as disciplinas e  selecione um tópico para saber como pode experimentar algo de semelhante. Não replique exatamente o que a autora fez, escolha apenas uma ou duas ideias (por exemplo, pedindo aos(às) alunos(as) que criem perguntas de teste para os colegas).

A AFD tem como objetivo ajudar os(as) alunos(as) a tornarem-se alunos autónomos. Envolva-os desde o início e decidam juntos que tipo de resultados pretendem produzir e que tipo de tópico desejam investigar mais aprofundadamente.

Partilhe experiências com os(as) seus(suas) colegas. Se não estiver familiarizado(a) com as ferramentas educativas digitais, reúna-se com um(a) colega da sua escola para uma aula conjunta. Um professor de informática pode ajudar com aspetos técnicos. Pode também colaborar com colegas de outras disciplinas na criação de uma grelha  de avaliação conjunta  que seja aplicável e comparável a/entre as disciplinas. 

A investigação mostra que os pais/encarregados de educação apoiam mais a avaliação formativa se forem informados sobre os seus benefícios (ver uma análise em inglês). Os pais/encarregados de educação estão compreensivelmente interessados na avaliação sumativa (ou seja, realizada através de testes  que utilizam uma escala classificativa quantitativa) porque podem acompanhar o desempenho dos(as) filhos(as)/educandos(as) comparando-o com o dos outros. Explique-lhes que a avaliação sumativa e formativa podem ser complementares.  Nas reuniões de pais/encarregados de educação, dialogue com os pais/encarregados de educação sobre o que está a fazer  e incentive os(as) alunos(as) a partilhar exemplos do seu trabalho numa plataforma a que os pais/encarregados de educação possam aceder. Os pais/encarregados de edcuação verão os benefícios e darão o seu apoio.

A direção da sua escola pode prestar diferentes tipos de apoio: pode organizar reuniões sobre a AFD com os professores, pode organizar o horário de modo a dar tempo aos professores para prepararem e implementarem a AFD nas suas aulas. Por último, uma infraestrutura digital (por exemplo, um número suficiente de dispositivos, uma ligação à internet estável) é um pré-requisito que pode não existir, mas pode tornar-se uma prioridade para a escola. Pode iniciar um diálogo sobre a AFD dentro da escola, partilhando o que faz com os(as) seus(suas) colegas, por exemplo, os portefólios digitais dos(as) alunos(as). Talvez possa propor realizar uma sessão de formação sobre uma prática de AFD que esteja a utilizar. O(a) diretor(a) da escola também pode organizar ou incentivar o desenvolvimento profissional sobre a AFD.

Escolha de uma ferramenta de AFD

Se a avaliação formativa digital é nova para si, comece de forma simples e experimente diferentes práticas, passo a passo. Se já aplica a AFD, procure outros exemplos e ideias para inspirá-lo ainda mais.

Neste conjunto de ferramentas, encontrará tudo o que precisa para começar a aplicar a AFD, seguindo etapas fáceis inspiradas por exemplos de professores de sete países na galeria de cenários de ensino

O que o conjunto de ferramentas Assess@Learning oferece

O conjunto de ferramentas Assess@Learning propõe inúmeras ideias e exemplos para começar a aplicar a AFD. Também existem páginas para os diretores das escolas, os(as) alunos(as), os pais/encarregados de educação e os legisladores explorarem e compreenderem a sua função na AFD. 

©Zsofi Lang- zldrawings.com

Considerações éticas

O projeto Assess@Learning não recebe qualquer patrocínio monetário. Quaisquer ferramentas mencionadas nos cenários de aprendizagem são as utilizadas pelos autores, existindo alternativas para cada uma delas.

Embora algumas ferramentas estejam disponíveis em várias línguas, outras não estão. A página descrição de ferramentas digitais descreve as várias funcionalidades e línguas de algumas destas aplicações.

É essencial saber como uma ferramenta trata os seus dados e os dados dos(as) seus(suas) alunos(as). Especialmente no caso de ferramentas gratuitas, os utilizadores podem não ter a propriedade total dos seus dados. Nestes casos, poderá preferir ferramentas que não exijam o nome de utilizador do(a) aluno(a). Só deve utilizar o nome de utilizador dos(as) alunos(as), se souber que a ferramenta é segura.

Mesmo com ferramentas pagas, pode não ter a propriedade total dos seus dados e nem sempre é claro, do ponto de vista do utilizador, de que modo um fornecedor conserva e utiliza os seus dados. Alguém responsável pelas TIC na sua escola ou região pode ajudá-lo a verificar se uma determinada ferramenta é segura. O(a) diretor(a) da escola pode ajudar no planeamento de uma estratégia para toda a escola em termos de escolha de ferramentas digitais. Verifique se já existe uma lista de ferramentas de utilização segura.

Para saber mais sobre a privacidade dos dados, este vídeo e estudo de caso explicam algumas questões importantes a reter.